A humanidade que Frankenstein demora a enxergar
- Beatriz Assis
- há 1 dia
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Frankenstein, de Guillermo del Toro, passa boa parte do tempo sendo entediantemente arrastado e só começa a dar sinais de vida quando o diretor resolve, enfim, olhar para a criatura. É nesse momento que Jacob Elordi se destaca, trazendo humanidade e curiosidade ao monstro e tornando interessante a descoberta de quem ele é e de onde veio. Pena que isso demore tanto para acontecer.
Fora esse recorte, o filme não arrisca, não surpreende e caminha sempre no piloto automático. Mia Goth, mesmo com uma personagem teoricamente importante, entrega uma atuação apagada, quase irrelevante, um casting que simplesmente não funciona. Oscar Isaac faz o básico bem feito como o cientista louco, mas também não tem muito espaço para ir além.
A trilha sonora é bonita, sensível e talvez o elemento mais inspirado do filme. No fim, é Del Toro sendo Del Toro: autoral, reconhecível, esteticamente competente… e dramaticamente morno. Um filme ok, que se acha maior do que realmente é.
